SACOLAS RECICLADAS

2007 foi marcado pelo despertar para questões ligadas à Ecologia.

Nesse ano, o vice-presidente americano Al Gore e o IPCC ganhavam o prêmio Nobel da Paz pela discussão sobre aquecimento global. 

Em Porto Alegre (RS), um idealista reinventava um dos ícones da sociedade de consumo: sacolas recicladas de jornal.

A inspiração para sacolas veio da Índia, onde os comerciantes fazem suas rudimentares embalagens com reaproveitamento de jornal.

Tutorial das sacolas recicladas de jornal

O primeiro período da RECICLAGE foi dedicado ao aprimoramento das sacolas para que o produto, além de ser ecologicamente correto, pudesse cumprir plenamente com as funções esperadas de uma sacola:

  • As sacolas são feitas com folhas duplas ou triplas de jornal para terem consistência adequada.
  • As folhas de jornal são impermeabilizadas com cola à base d’água, o que confere proteção contra líquidos e aumento da resistência.
  • As alças são feitas de cordões de algodão cru e são reforçadas nas laterais e no fundo com papelão.
  • Para um melhor acabamento estético, as sacolas podem ser coloridas, através de uma solução de impermeabilização, dando um caráter artístico ao produto.

Além disso, com a utilização de moldes e pela disposição das folhas de jornal, é possível a produção padronizada e a obtenção de qualquer tamanho: desde uma embalagem simples para pequenos objetos até uma robusta sacola de compras.

Com essa mesma técnica, qualquer tipo de papel pode ser reaproveitado (revista, cartazes, folhetos).

A VERDADE

A verdade é que o limite do engajamento ecológico é o dinheiro, uma verdade que custei a aceitar.

Ao contrário do que pode parecer, a sacola reciclada não é mais barata do que a feita de papel novo, muito menos que a sacola plástica, pois o principal custo para transformar jornal e papelão em sacolas é o trabalho humano.

De nada adiantaria um produto ecológico ser feito com a exploração de trabalho humano.

Minha ideia era exatamente o contrário.

Nesse sentido, o valor que seria minimamente ideal para remunerar todo o trabalho envolvido na produção das sacolas colocavam o preço do produto num patamar de produto de luxo para dar viabilidade ao projeto.

Mas enfim, a conclusão foi de que o negócio de sacolas recicladas só seria viável economicamente se fosse financiada como uma atividade de interesse público ou fosse patrocinada tal qual um projeto de responsabilidade sócio-ambiental.


GRATIDÃO

Eu confesso que não consegui mudar o mundo como imaginava, mas me orgulho dos caminhos e sou grato a todas pessoas que me ajudaram a percorrer essa estrada, em especial as que faço questão de citar abaixo.